domingo, 24 de outubro de 2010

Regras para incensação

Regras para a incensação[1]

“Suba à tua presença a minha oração, como incenso,
e seja o erguer de minhas mãos como oferenda vespertina”. Sl 140 (141), 2

‘Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono” (Ap 8, 3)[2]

art. 1. Na missa:

  1. Na procissão de entrada. A frente da cruz processional, em lances laterais a direita e a esquerda do turiferário.
  2. No princípio da Missa.  Incensar o altar em ictos (um lance do turíbulo) sucessivos contornando o altar. Se a cruz estiver junto do altar, é incensada antes do altar, caso contrário, o Bispo incensa-a ao passar por diante dela. Também incensa-se a imagem do padroeiro ou santo do dia.
  3. Na procissão do Evangelho (como na entrada) e na proclamação do Evangelho, com três ductos, primeiro ducto ao centro, segundo ducto à esquerda do livro, e terceiro ducto à direita do livro.
  4. Ao ofertório:
1º incensar as oferendas: duas opções:  com três ductos, primeiro ducto ao centro, segundo ducto à esquerda das oblatas, e terceiro ducto à direita das oblatas. Ou com uma cruz.
2º incensar do altar. Incensar o altar em ictos (um lance do turíbulo) sucessivos contornando o altar.
3º incensar a cruz junto ao altar: três ductos em direção do crucifixo.
4º incensar o presidente: três ductos em direção do presidente.
5º incensar o concelebrante: três ductos em direção do concelebrante. Se for mais de um concelebrante: com três ductos, primeiro ducto ao centro, segundo ducto à esquerda dos concelebrantes, e terceiro ducto à direita dos concelebrantes.
Obs – Não se incensa imagens de santos.
  1. à elevação da hóstia e do cálice, depois da consagração. três ductos em direção à hóstia ou ao cálice na elevação. De joelhos.


Art. 2 – Sobre a colocação do incenso. O sacerdote presidente pega a colher da naveta com incenso, tira com ela três vezes incenso da naveta e lança-o três vezes no turíbulo. Feito isto é devolvida a colher ao ministro, o sacerdote presidente faz com a mão direita o sinal da cruz sobre o incenso sendo queimado no turíbulo sem dizer nada.

Art. 3 – a prática da incensação – aquele que incensa segura, com a mão esquerda, a parte superior das correntes que sustentam o turíbulo, e, com a direita, segura as mesmas correntes todas juntas perto do turíbulo, de modo a poder comodamente lançá-lo e puxá-lo para si. Lançá-lo sem mover corpo ou cabeça, com gravidade e decoro, enquanto o movimenta para frente e para trás. A mão esquerda, que segura a parte superior das correntes mantém-na firme e segura diante do peito; a mão e o braço direito move-os calma e lentamente com o turíbulo. Antes e depois da incensação, faz inclinação profunda à pessoa ou ao objeto que é incensado; não porém, ao altar nem às oferendas recebidas para o sacrifico da Missa.

Art. 4 – Quantidade de ictos:


icto
Dois ducto
Três ductos
altar
Ictos sucessivos contornando


Livro dos Evangelhos


X aberto
Santíssimo Sacramento


X fechado
Oblatas na Missa


X aberto
Assembléia no ofertório


X aberto
Relíquia de Santos

X fechado

Relíquia da Santa Cruz


X fechado
Crucifixo do altar


X fechado
Imagens de Santos

X fechado

Círio Pascal


X fechado
sacerdote


X fechado
sacerdotes


X aberto
Autoridade civil oficialmente presente


X fechado
Autoridades civis oficialmente presentes


X aberto (depois do presidente da celebração)
Corpo do defunto
Ictos sucessivos contornando


Procissões
Ictos pendentes a direita e a esquerda do turiferário caminhando


Na dedicação de Igreja
Ictos sucessivos


Observações:
1. Icto – é um lance do turíbulo, ducto dois lances do turíbulo.
2. Caracterização dos ductos:.
X fechado - três ductos na mesma direção do objeto a ser incensado.
X aberto – um ducto ao centro, segundo ducto à esquerda e terceiro ducto à direita.
3. Tricto - Não existe tricto, isto é, incensação que comporte num lance de incensação se jogar três vezes o turíbulo.
4. A teologia que está por trás dos três ductos é que se reconhece a presença de Deus (Santíssima Trindade) no objeto incensado, isto é, na carne, na humanidade (ducto – corpo e alma, ou Cristo em sua humana-divindade).





[1] Conforme Cerimonial dos Bispos: o cerimonial da Igreja. São Paulo: Paulus, 1988. números: 74, 84 a 98.
[2]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada - Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Ap 8:3

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